Notícia original na Newsletter da ESAS
Autores: Laura Carvalho, Inês Mesquita, Leonor Azeredo e Carlos Brás
Inês Mesquita e Leonor Azeredo — estão a desenvolver um projeto que alia conhecimento científico e inovação tecnológica para responder a um desafio do quotidiano feminino.
O projeto, denominado “FloWear”, está a ser desenvolvido no âmbito da disciplina de Biologia e conta com o apoio do Clube Ciência Viva Abel Salazar, coordenado pelo professor Carlos Brás, que acompanha o desenvolvimento técnico da iniciativa. O Clube apoia ideias e projetos científicos ou tecnológicos propostos por alunos, promovendo o espírito de investigação e a aplicação prática dos conteúdos aprendidos em sala de aula.
A inspiração para o FloWear surgiu da observação de uma necessidade real: muitas mulheres enfrentam dores menstruais intensas e procuram soluções discretas e eficazes para aliviar o desconforto. Em resposta, as alunas conceberam um cinto inteligente que combina aquecimento e vibração, ajudando a relaxar os músculos e a melhorar a circulação sanguínea.
Como complemento, desenvolveram também uma pulseira com funções de aromaterapia e acupressão, que liberta óleos essenciais com propriedades relaxantes, proporcionando uma sensação de bem-estar durante o ciclo menstrual.
“Com este projeto queremos mostrar que a ciência e a tecnologia podem andar lado a lado para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, explicam as alunas.
O FloWear pretende ainda incentivar o empreendedorismo científico e sensibilizar para a importância do bem-estar feminino, mostrando como a ciência pode gerar soluções com impacto real na sociedade.
As criadoras planeiam apresentar o projeto em concursos científicos da Fundação da Juventude, nomeadamente o Concurso Nacional para Jovens Cientistas e Investigadores e o Concurso Nacional de Jovens Empreendedores.
As alunas destacam o apoio constante dos professores Georgina Osório e Carlos Brás, cujo acompanhamento tem sido essencial em todas as etapas do projeto.
Mais do que um exercício académico, o FloWear é um exemplo de como o entusiasmo e a criatividade dos jovens podem transformar conhecimento em inovação — e inovação em bem-estar.
